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Uma profusão de pequenas luzes encarnadas cintilantes desenha subtilmente o skyline nocturno de Tóquio, assinalando o ritmar cardíaco da cidade. Como um filtro transparente sobre ela caído, capaz de revelar os seus sinais vitais. Esta trama pontilhista brilha, silenciosa, tornando visível o pulsar deste colossal organismo, recriando a cada noite um dos momentos mais sublimes de um filme cujo argumento se reescreve constantemente.
     Tóquio é bela, de noite.
     Cidade contínua, sem plano urbano definido, é organismo anárquico, cidade ameba e fractal1. Não faz sentido encontrar-lhe um centro: constrói-se de múltiplos centros, de caracteres físicos, espaciais e sociais distintos. As suas ruas não têm nomes, as referências de endereços aparecem fixadas a postes de electricidade, misturadas entre sinalética excessiva.
     Em Tóquio, os mapas deixam de ser referências válidas no contexto intrincado da vasta metrópole. A leitura e a explicação de deslocações no espaço são apenas possíveis de modo fragmentado, ilustradas através de diagramas simplificados, numa escrita naïve reveladora do carácter descritivo, organizado e modesto da sociedade japonesa.
     Aparentemente caótica, tem um entendimento difícil de negociar. Impõe as suas próprias regras e exige uma interpretação cuidadosa que não cede a imediatismos.
     Demora a revelar-se, assegurando-se do compromisso de quem a quer conhecer na sua verdade. E por isso, seduz: num jogo com regras definidas, nas suas múltiplas máscaras e camadas temporais, linguagens, maquilhagens, gramáticas. No seu tempo próprio, com diferentes ritmos e cadências: por vezes demoradas, numa eloquência silenciosa e madura; outras vezes, numa vertigem sensorial quase alucinatória.
     Tóquio negoceia – não se entende, descobre-se gradualmente num processo de construção individual, imaginário e mutante, como observa Roland Barthes em L’Empire des signes, quando refere que, em Tóquio, nos devemos orientar não através de um livro, de um endereço, mas sim pelo caminhar, pelas paisagens, pelo hábito ou pela experiência. Aqui a descoberta é intensa e frágil, apenas repetida ou recuperada pela memória das marcas que deixou em nós.
     Na leitura de Tóquio, é preciso rasgar camadas de entendimento, atrasando qualquer vontade de eliminar etapas porque, aqui, o processo de aproximação e descoberta é o mais importante.
     Quando Tóquio finalmente se deixa revelar, fá-lo com uma generosidade e vulnerabilidade impressionantes.

TOKYOITO
2
Foi o compromisso pessoal que estabeleci com a cidade – e que teve na Prova Final de Licenciatura em Arquitectura o instrumento instigador – que tornou possíveis, ao longo destes cinco anos vividos em Tóquio, uma leitura e análise únicas da realidade urbana e da produção arquitectónica. Um compromisso de aprendizagem privilegiado que foi iniciado em regime de imersão total (temporal, espacial e linguístico) no atelier do arquitecto Toyo Ito, onde poucos falavam inglês, nem mesmo a plêiade de equipamento informático. Um atelier onde se vivia uma liberdade experimental estimulante. Ito termina a primeira reunião de projecto em que participei com a frase: “Feel free to play!” E de facto, o desafio começou nesse momento.
     Toyo Ito dá corpo à cidade de fluxos visíveis e invisíveis através da sua arquitectura. Para Ito, Tóquio é lugar e objecto das leituras críticas sobre a vida na cidade contemporânea. 
     De Tóquio extrai as metáforas que enformam o seu pensamento arquitectónico: “O contexto que eu procuro é o da cidade actual. O contexto, para mim, consiste nas imagens fragmentárias que tenho dentro de mim e que resultam da minha actividade diária, ou seja, a relação com o presente enquanto reflexo da época na qual tomo contacto com a vida quotidiana da cidade.”3
     Tive oportunidade de acompanhar o finalizar da obra do edifício Tod’s em Omotesando, onde a precisão de construção e de gestão de obra eram surpreendentes. Esta obra assinala uma área de pesquisa essencial com a qual Toyo Ito iniciou o tema da relação entre pele e estrutura através da fachada portante, dinamizadora de fluxos. Um edifício com uma estrutura-envelope que permite a libertação de espaços internos, concebida a partir da imagem digitalizada das árvores da avenida Omotesando.
     Foi esta a primeira fase de uma imersão cultural, arquitectónica e pessoal que teve a sua complementaridade posteriormente no atelier de Fumihiko Maki.

MAKI

Imaculado, organizado, estruturado, tal como a sua arquitectura, o atelier de Fumihiko Maki reflecte uma maturidade racional. Localizado em Hillside Terrace, projecto da sua autoria, paradigma único de planeamento urbano em Tóquio, já que foi seguido em continuidade ao longo de trinta anos pelo mesmo arquitecto, assume-se como uma cartilha visual da sua obra com dimensão temporal. Hillside Terrace consiste numa série de edifícios de pequena escala, com um programa misto de habitação, comércio, galerias, construída ao longo da avenida Kyu Yamate Dori. O conjunto encerra em si a experiência evolutiva de conciliar a complexidade do espaço urbano com uma estética modernista. Maki tinha por objectivo desenhar um “master program” (termo utilizado por Maki para designar um master plan acrescido de dimensão temporal), uma oportunidade para materializar o seu pensamento teórico neste projecto. Tendo por linhas de força ideias de equilíbrio, crescimento sequencial e evolutivo, cada unidade individual deste conjunto foi desenhada de forma a integrar um programa diversificado e a preservar uma escala íntima. Caminhar diariamente em Hillside em direcção ao atelier era para mim um precioso antídoto ao ruído ecléctico da cidade.
       Lembro-me de uma conversa com Maki em que, a respeito da construção massiva no Dubai me dizia, com ironia e serena sabedoria, semi-cerrando os olhos (característica que lhe é própria em antecipação de uma afirmação importante): “O Dubai é uma Las Vegas mas... sem humor.” Na mesma conversa referia-se também à construção na China, realçava como era difícil controlar a obra. Nesta altura, no atelier, entre outros projectos de escalas distintas para fora do Japão, terminavam-se estudos de fachada e materiais para a torre 4 do WTC de Nova Iorque, onde todos os detalhes eram rigorosamente testados em maquetas de pormenor, detalhadas, exímias, perfeitas.
     Com uma capacidade de leitura alargada pela experiência adquirida junto destes dois mestres, e com o passar do tempo, protocolos antes indecifráveis parecem menos estranhos. Muito embora o meu entendimento de Tóquio e do Japão tenha sido constantemente desafiado a cada revelação de aparente normalidade.

OKU
4, O MAIS PROFUNDO
A arquitectura e o tecido urbano de Tóquio são desenhados como sistemas coreografados, layers de carácter episódico e sequencial, composições estratificadas que constroem um sentido único de profundidade, oku. Conceitos como o tempo e o espaço existem sob outras formas, condensados talvez, mas distorcidos e misturados.
     Em Tóquio, a uma visão do todo impõe-se uma cuidadosa análise de fragmentos a várias escalas.
     Tóquio é a uma macro-escala, uma megalópole feita de várias cidades com identidades urbanas globais e locais específicas, ligadas entre si através de uma linha ferroviária circular fundamental, a Yamanote line.
     Quando cheguei a Tóquio, adoptei o percurso desta linha enquanto estratégia para conhecer os vários subcentros da imensa cidade, segundo a lógica de exploração “estação-cidade”. Shibuya, Shinjuku, Akihabara são enclaves, arquipélagos que têm o seu próprio centro em torno de uma estação com o mesmo nome, ou de um department store.
     Tóquio é uma cidade de fluxos, antes de mais de fluxos de gente. O célebre cruzamento de Shibuya, com as suas passadeiras em diagonal, é o epítome desta circunstância. A cada mudança de sinal é libertada uma torrente de massa humana que, numa coreografia improvisada, ganha força e desaparece, para minutos depois se repetir. Aqui as fachadas transformam-se em instrumentos de media animadas por superfícies electrónicas fundindo a presença tectónica da arquitectura com o efémero do ecrã digital, patente no edifício Q-front. Um edifício-ecrã, onde, por entre anúncios, informações e mensagens enviadas por telemóvel, se vêem imagens deste bailado, que transformam o espectador em actor involuntário.
     A uma outra escala, também cada edifício constitui o seu próprio contexto, a sua própria referência e participa de uma ordem única, flexível, onde existe uma integração sem síntese, sem oposições, numa tranquila simultaneidade de existências onde, segundo Fumihiko Maki5, é evidente uma hierarquia dinâmica que ganha forma pelo efeito de adição de um infinito número de novas partes, guiadas por um sentido de equilíbrio que varia de momento em momento.
     Tóquio convida a uma descrição segundo superlativos paradoxais. É metrópole contemporânea de condição indefinida, lugar máximo produtor e palco de fenómenos urbanos, um enorme teatro onde a realidade e a ficção formam uma entidade única. Apresenta uma dureza crua, mas é também tradicional, bairrista, modesta, organizada, extremamente segura e limpa, insuspeitamente verde, lugar onde é relativamente fácil viver.
     Tem sido desde o século xx território prolífero em experiências urbanas, olhares cruzados que encontram expressão artística na literatura, cinema, arquitectura, fotografia, formando um arquivo colectivo de leituras e interpretações vivas que colaboram na reconstrução da sua história e identidade, e fazem Toquiologia6. São relatos que, pela natureza transitória e efémera desta cidade, se transformaram em livros de memórias, ajudando a reescrever a história de Tóquio.

CULTURA DA IMPERMANÊNCIA

Esta cidade, que se construiu baseada numa cultura de impermanência – de ensinamentos Budistas –, possui uma história de ciclos sucessivos de destruição e construção. Tóquio foi, no século xx, completamente arrasada pelo grande terramoto de 19237 e pelos bombardeamentos aéreos da ii Guerra Mundial. Em apenas duas décadas, conseguiu renascer economicamente, transformando-se numa das maiores metrópoles mundiais. A cidade viu-se impulsionada por um urbanismo acelerado e massivo, que deu origem a um pensamento crítico sobre cidade, rico em propostas urbanísticas inovadoras, de natureza futurista, que estendiam a cidade sobre a baía de Tóquio através da integração de mega-estruturas metabolistas. Os Jogos Olímpicos de 1964 marcaram também um momento de decisivo desenvolvimento urbano com a introdução de redes de transporte viárias alterando radicalmente a estrutura da cidade.
     Nos anos oitenta, o período de expansão económica actuou como força motriz de uma produção arquitectónica que colocou o Japão como principal centro de influência mundial. Uma arquitectura inspirada numa sociedade de consumo caracterizada pela aceleração do tempo urbano e pela simulação, através da qual se desafiaram limites e potenciais da tecnologia, tanto a nível estrutural e construtivo como pela introdução de ferramentas digitais e electrónicas.
     O final da década de oitenta trouxe o colapso de uma economia que assentara numa forte especulação. Abriu-se um período de recessão em que os arquitectos japoneses foram confrontados com a necessidade de reformular de modo radical as suas propostas, de forma a adequá-las às novas condições económicas e sociais. No entanto, apesar da conjuntura de crise, a capital nunca deixou de construir: dos cerca de dois milhões de edifícios que ocupam os 23 distritos que compõem Tóquio central, cerca de 25 por cento foram construídos nos últimos vinte anos. A crise proporcionou novas possibilidades de reflexão resultando nas mais inovadoras propostas arquitectónicas e de cultura contemporânea.

CIDADE-CASA

A nova conjuntura inspirou análises empíricas da condição urbana actual, onde se destacam o trabalho de pesquisa do atelier Bow-wow – documentando edifícios de micro-escala (“pet-architecture”) e arquitecturas anónimas, parasitas, com misturas programáticas (“no-good architecture”) profusos no tecido urbano da cidade.  Hoje, as mais estimulantes experiências arquitectónicas verificam-se no campo da habitação, em programas residenciais. Ryue Nishizawa propõe uma nova forma de habitar Tóquio, em que as suas casas parecem não ter paredes, os seus interiores e a cidade não são tratados como elementos distintos. Deste modo, a troca visual entre a vida dos residentes e a actividade da cidade operam em contínuo. Como num filme ou numa peça de teatro, os ocupantes da casa vivem com a cidade como pano de fundo e tornam-se seus actores.
     Sou Fujimoto parte também de uma ideia de apropriação do espaço urbano, enquanto extensão do espaço privado da habitação, evidente no seu projecto House before house. Numa entrevista8 recente Sou explicava-me que em Tóquio encontrava a inspiração para o seu pensamento arquitectónico: “Considero que a casa e a cidade não são duas coisas diferentes. O espaço privado é realmente a parte mais profunda e protegida da cidade. Neste sentido, casa e cidade podem ser contínuos muito embora a densidade da sensação de protecção seja diferente. Como se parte da cidade fosse a minha casa também. Gradualmente a casa e o espaço privado dissolvem-se na cidade.”

UMA QUESTÃO DE ESCALA, OMOTE E URA

Uma das maiores surpresas que tive ao explorar a cidade esconde-se por detrás das avenidas principais de Tóquio. Um universo suburbano de bairros labirínticos, assimétricos, íntimos e confortáveis, onde crianças brincam no chão e as ruas são adornadas pelos seus habitantes com vasos de plantas, com o mesmo cuidado atribuído a um espaço doméstico. Estes pequenos mundos constituem terreno fértil em surpresas e revelam um forte sentido de comunidade, coexistindo em perfeita harmonia com o contexto acelerado das avenidas que os protegem.
     Esta dualidade de escalas, característica da cidade japonesa, ganha evidência na Avenida Omotesando.
     Construída no início do século xx para oferecer um acesso digno ao Santuário Meiji, este bulevar é hoje um catálogoda mais recente e mediática produção arquitectónica que dá corpo e prestígio às marcas de luxo. A moda anda de mãos dadas com a arquitectura, e as superfícies assumem toda a expressão dos edifícios, face ao seu volume. São então estes edifícios-escudo, que escondem outros universos, pequenas ruas sinuosas reminiscentes de uma outra estrutura de desenvolvimento da cidade, do período Edo (1600-1868). Exíguas parcelas de terreno e ruelas sinuosas permitem uma forma íntima de urbanismo, numa amálgama de pequenas lojas, cafés, restaurantes, casas privadas. É este o mundo do ura, do que está por detrás, o que está escondido, do lado informal da sociedade japonesa, a antítese da omote, o frontal, o visível, das avenidas principais. Estas intrincadas ruas traseiras à planeada avenida Omotesando são incubadoras de subculturas e tendências de moda, como é o caso de Harajuku onde desfilam as miúdas japonesas, verdadeiras trend-setters mundiaiseonde se vêem performances públicas de figurinos elaborados, retirados a imaginários fantásticos.

TOKYO VEINS

Aqui, as vias rápidas, estradas elevadas e redes de comunicação que irrompem em todas as direcções à superfície de Tóquio, assemelham-se a artérias que bombeiam o sangue desta cidade. Mas há também uma outra dimensão pouco visível: os rios, canais e fossos, veias que se movimentam por baixo da pele transparente de Tóquio, revelam um outro carácter da cidade, remetendo para uma dimensão temporal diferente: Edo, Tóquio antiga.
     Devido à falta de espaço, as vias de escoamento de trânsito ocuparam o único espaço vazio existente até então, aquele dos canais que percorrem este território. Alguns foram na sua totalidade preenchidos por estradas, outros foram cobertos por viadutos deixando as antigas vias de água da cidade como fantasmas delas próprias, despovoadas, abandonadas e ignoradas.

MICROPARCELAS, FITTING IN

A maior parte dos edifícios em Tóquio inscreve-se em microparcelas de terreno de formas peculiares, subprodutos de desenvolvimento urbano resultantes da introdução de redes viárias radiais e orbitais no tecido urbano da cidade.
     Na sua maior parte triangulares (e sem chanfros) têm constituído plataformas criativas para arquitectos, originando projectos inventivos de formas desafiadoras, que revelam uma ocupação eficiente do espaço. No entanto, a aparente total liberdade formal da arquitectura é balizada por uma rede invisível de normas. O desenho decorre de um contexto em que limites de altura, afastamento, implantação, área de construção, relação com a rua e edifícios adjacentes são meticulosamente definidos por códigos e leis. Acresce ainda a preocupação estrutural face à regular actividade sísmica. As formas escultóricas e volumes resultantes que parecem cortados por planos diagonais invisíveis derivam e são resultado directo do maximizar do volume dentro de limites tridimensionais, definidos justamente por planos diagonais com o intuito de permitir níveis mínimos de ventilação da casa e exposição solar directa9.
     O mediático edifício da Prada em Aoyama, da dupla Herzog & De Meuron, é exemplo disso. Herzog refere: “Descobrimos um esquema complexo de leis que literalmente deram forma ao volume permitido do edifício. O impacto foi maior do que o de qualquer outra forma desenhada.”10
     Não obstante, o entendimento e leitura de Tóquio não podem ser feitos apenas dos momentos belos da arquitectura. A sua paisagem é largamente habitada por edifícios comuns, estruturas anónimas sem interesse arquitectónico aparente, caracterizadas por uma neutralidade, homogeneidade e repetição – dos altos edifícios de escritórios à indispensável rede de lojas de conveniência (Kombinis), que alimentam a cidade 24 sobre 24 horas – mas que constituem a coluna vertebral da metrópole.

FUTURO, HOJE
Tóquio transcende o tempo. A curta vida da arquitectura na cidade cose um passado recente num presente flutuante. Não existem monumentos. A memória de Tóquio inscreve-se em cada pessoa que se movimenta no seu espaço, mais do que nas suas ruínas ou edifícios.
     Hoje, se Tóquio permanece um lugar de movimento, transformando-se incessantemente, a cidade reveste-se, contudo, de uma surpreendente calma. O cliché de caos aplicado no passado, ilustrando um certo urbanismo acelerado de Tóquio, tornou-se largamente obsoleto.
     Tóquio integra hoje, com serenidade, as incertezas do futuro e as lições do passado. Na ressaca de delírios de construção a que se entregou no século xx, nasce a calma actual. Uma contenção de euforia tectónica imposta pela crise económica, de onde emerge o valor arquitectónico com uma nova maturidade.
     No Ocidente a arquitectura está intimamente ligada a uma noção de permanência. O Japão estimula uma outra perspectiva, a de considerar a arquitectura enquanto experiência performativa, inerentemente flexível, dinâmica e com uma capacidade de reacção imediata a mudanças culturais sociais e económicas.
     A arquitectura contemporânea no Japão lança hoje novos desafios na exploração de limites e fronteiras – entre exterior e interior, entre público e privado, entre individual e o mundo. São promessas de um novo rasgar de horizontes numa megalópole onde se aprende a transcender culturas e linguagens – Tóquio que, de certa forma, se tornou a minha casa do outro lado do mundo.|

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1 Yoshinobu Ashihara, inspirado pela geometria fractal de Mandelbrot, refere-se a Tóquio como cidade ameba, em Yoshinobu Ashihara. The hidden order: Tokyo through the Twentieth Century. Tokyo : Kodansha International, 1989, p. 64

2 TokyoIto, aglutina a cidade e o arquitecto em paralelo com a palavra Tokyoita, que se refere aos habitantes de Tóquio.

3 Toyo Ito. Blurring Architecture. Milano/London : Charta/Art Books International, 1999. Catálogo da exposição.

4 Oku “奥”, conceito da cultura espacial japonesa. Significa “centro”, o mais escondido, ou pequeno universo.

5 Fumihiko Maki. Gli spazi urbani giapponesi e il concepto di oku. Casabella. Nº 608-609 (1994), p. 19-23.

6 Designa a literatura especializada na análise dos fenómenos urbanos de Tóquio – em japonês, Tokyoron.

7 O grande terramoto de Kanto, arrasou Tóquio quase por completo. O Hotel Imperial, de Frank Lloyd Wright, foi um dos poucos edifícios que resistiram à catástrofe. Hoje subsiste apenas o lobby do hotel, reconstruído no Museu Meiji-mura, perto de Nagoya.

8 Sou Fujimoto. Artecapital. [Em linha]. (12 Dez. 2009). Disponível em http://www.artecapital.net/arq_des.php?ref=55. Entrevista concedida a Marta Pedro.

9 Em Tóquio, é obrigatório que cada edifício seja contemplado com, pelo menos, quatro horas de exposição solar diária.

10 Geermano Celant (ed). Herzog & De Meuron: Prada Aoyama Tokyo. Milan : Fondazione Prada, 2003, p. 81.

 


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